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Editorial #6 | Cada vez mais, torna-se imprescindível incrementar a criatividade pessoal e coletiva


Num ano de crise econômica e política em que viveu o Brasil em 2015, torna-se cada vez mais fácil alguém ficar sem emprego.

Para não chegar a essa situação, toda pessoa deve ampliar as suas competências e, em particular, tonar-se mais criativa para que a empresa na qual trabalha perceba claramente que trata-se de alguém que agrega valor para a organização que faz muita coisa com grande eficiência.

Para alcançar maior eficiência no trabalho, uma condição necessária é a constante atualização, aumentando a sua capacidade para contornar situações extremamente dinâmicas no ambiente corporativo, com soluções e decisões criativas.

Em um mercado em desaceleração, um profissional que não reúna as qualidades necessárias para aumentar seu rendimento, e também o de sua equipe, acaba perdendo espaço… Por isso as empresas com foco na disrupção e que buscam a inovação precisam estimular as pessoas a participarem de novos treinamentos em particular de workshops (oficinas) de criatividade aplicada aos negócios do tipo dos descritos por Per Kristiansen e Robert Rasmussen, no seu livro Construindo um Negócio Melhor com a Utilização do Método Lego Serious Play (Editora DVS), nos quais aprendem como chegar à inovação de forma individual e coletiva.

Aliás, nesses cursos a meta principal é incrementar a imaginação, em ambiente de liberdade de pensamento, provocando a pessoa a se sentir desconfortável quando não encontra novas propostas (soluções) para problemas persistentes.

As empresas que querem manter-se competitivas dentro do mercado cada vez mais turbulento devem estimular (e permitir) que seus colaboradores assumam riscos em suas decisões, que sejam mais enfáticos na forma que propõem mudanças na empresa e que não tenham tanto medo de fazer questionamentos dentro da organização.

Naturalmente, para que isso ocorra, precisam criar espaços de discussão convenientes quando perguntas e respostas sobre quaisquer dúvidas sejam feitas e obtidas pelos funcionários da empresa. Claro que essa é uma das formas de proceder para que todos os colaboradores internalizem os valores da empresa e procurem atuar de acordo com os mesmos. Isso possibilita que as pessoas não fiquem com medo de falhar e proponham soluções que sejam relevantes para a organização e para o próprio desenvolvimento profissional.

Num recente estudo denominado Global Startup Ecosystem Ranking 2015 feita pela empresa desenvolvedora de software, a Compass, São Paulo foi a única cidade no Brasil e da América Latina como o melhor lugar para desenvolver um start-up de tecnologia.

Nesse ranking global, São Paulo está na 12º lugar, e na liderança aparecem o Vale do Silício, no Estado da Califórnia, as cidades norte-americanas Nova York, Los Angeles, Boston e Tel Aviv, de Israel, ou seja, ocupando as cinco primeiras posições nessa ordem. Também apareceram nesse ranking Austin (EUA), Bangalore (Índia), Cingapura, Amsterdã (Holanda), Londres (Reino Unido) e Berlim (Alemanha). O estudo deixou de fora os ecossistemas da China, Taiwan, Japão e Coreia do Sul por causa da barreira da língua.

Como se nota, São Paulo está numa lista de locais em que existem também muitos talentos (capital humano), tecnologia e disponibilidade de capital. Não por acaso, em 18/9/2015 o governador Geraldo Alckmin lançou um concurso para selecionar 15 start-ups que apresentarem as melhores soluções aos 35 desafios voltados à educação, saúde e facilidades ao cidadão. Trata-se do Pitch Gov SP, o primeiro programa desse tipo realizado na América Latina. Para serem escolhidas, essas start-ups precisam ter projetos que permitam introduzir melhorias na rede estadual. Ou seja, deverão apresentar, por exemplo, soluções para manter o cadastro atualizado de pais e alunos, fazer avaliações diagnósticas no formato digital, identificar as demandas dos professores, evitar fraudes no atendimento médico e acelerar a triagem dos pacientes na rede de saúde etc. Enfim, desenvolver softwares que tragam mais eficiência aos serviços públicos do Estado.

Esse concurso é sensacional, e a expectativa de Amure Pinho, vice-presidente da Associação Brasileira de Startups, é que cerca de 300 das 3,5 mil empresas novatas – podem participar desse programa start-ups com no máximo cinco anos de fundação – de todo País participem.

Aí está uma forma de como o governo paulista deseja estimular as empresas nascentes que atuam nesse setor criativo, que é o desenvolvimento de aplicativos (apps), dando trabalho e renda para profissionais talentosos que atuam na economia criativa (EC), mas, ao mesmo tempo, obtendo deles produtos que permitam facilitar as tarefas nas áreas atendidas pelo Estado, bem como dar-lhes melhor acesso aos serviços públicos.

Engenheiro, mestre em estatística, professor, autor de dezenas de livros, gestor educacional, palestrante e consultor. Editor chefe da Revista Criática.

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