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Conheça o pioneiro da tipografia digital, pai de algumas das fontes mais usadas do mundo!


Matthew Carter foi aceito na Universidade de Oxford (Reino Unido), nos anos 1950, para estudar letras, mas não chegou a frequentar o curso. Ele decidiu que queria aprender a desenhar tipos depois de um estágio de um ano em uma casa de impressão na Holanda. Seu pai, que também era tipógrafo, foi o grande incentivador.

Mas em 1955 não havia formação acadêmica em tipografia. Autodidata, valeu-se da convivência com outros tipógrafos e amigos do seu pai.

Pioneiro na criação de fontes digitais, Matthew Carter concebeu a primeira distribuidora de tipografia digital em 1981, a Bitstream, e desenhou tanto a Verdana como a Georgia para a Microsoft nos anos 1990. Foram elas umas das primeiras fontes pensadas especificamente para uso em tela.

Apesar de que não se deve entender tipografia como arte, mas sim como design industrial, o qual precisa respeitar uma série de restrições funcionais, desde 2011, seis dos trabalhos de Carter fazem parte do departamento de Arquitetura e Design do MoMA, de Nova York, a saber: Miller (inspirada no estilo escocês da primeira década do século XIX), Verdana, Walker (faz parte da identidade visual do Walker Art Center, de Mineapolis), Big Caslon (uma homenagem ao tipógrafo inglês do século XVIII, William Caslon), Mantinia (inspiração nas escrituras do italiano Andrea Montegna, artista do renascimento) e ITC Galliard (tipo do francês Robert Granjon do século XVI).

Matthew Carter comentou:

“Fiquei muito lisonjeado com essa homenagem, foi um bom momento para mim. Claro que não é a mesma coisa que ter uma pintura ou escultura no MoMA, pois estou num departamento completamente diferente. Apesar de existirem bons cursos hoje, acredito que todo designer de tipografia é autodidata; na maioria, eles ainda aprendem sozinhos.

O que me atraiu na profissão é essa tensão existente entre a restrição que a história impõe sobre a escrita – um alfabeto que deve ser reconhecido como tal – e o desejo de encontrar algo novo. Eu não posso acordar e dizer: ‘Ei, vou inventar um novo F, um que ninguém nunca viu antes!’ Mas há a alegria e a satisfação de ver o seu trabalho usado pelas pessoas. Também tem o momento em que você vê seu trabalho aplicado em uma cidade muito, muito longe de onde você mora, como vi em uma placa em São Paulo, quando visitei a cidade em dezembro de 2014. É meio bobo, mas você não deixa de ficar feliz com isso!”

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