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Cresce o número de chefs nas calçadas das cidades americanas


Depois da crise financeira que surgiu nos EUA em 2008, e alastrou-se pelo mundo, milhões de pessoas perderam seus empregos, inclusive muitos chefs de cozinha.

Isso fez com que surgissem no país muitos empreendedores no ramo da alimentação. Alguns deles tiveram a ideia de começar a vender alimentos em cozinhas móveis, ou seja, espaços sobre rodas instalados nas ruas, bem próximos das calçadas – são os chamados food trucks (trailers de comida) que comercializam sanduíches, churrascos, doces etc.

Esses espaços gourmet móveis se espalharam por muitas cidades dos EUA, como Portland, Filadélfia, Minneapolis, Los Angeles etc. Estima-se que, atualmente, esse mercado movimente mais de US$ 1,2 bilhão no país. Vale destacar que o negócio de food trucks nos EUA se estruturou a partir da venda de quitutes e acepipes com preços relativamente baixos e da utilização inteligente das redes sociais para divulgar a sua existência.

Percebe-se, entretanto, que em muitas cidades norte-americanas os donos de restaurantes tradicionais têm se mostrado cada vez mais assustados e com medo de perder seus clientes para essa grande frota de food trucks que se espalhou pelas redondezas. Ocorre que, pelo menos em parte, tal preocupação é descabida. De acordo com o departamento de Estatísticas de Trabalho dos EUA, os condados do país nos quais esses estabelecimentos itinerantes tiveram maior expansão, foram os mesmos em que as atividades de restaurantes e bufês mais cresceram!!!

O fato é que as administrações de muitas cidades dos EUA têm encarado o surgimento dos food trucks como um modismo e, inclusive, com um certo desconforto, uma vez que, segundo elas, esses veículos atrapalham um pouco o transito e representam uma certa ameaça para alguns restaurantes já estabelecidos. Apesar disso, essas autoridades não têm procurado restringi-los. Pelo contrário, elas até os incentivam, embora com moderação. Na cidade de Portland, por exemplo, que se tornou muito conhecida por sua variada e vibrante oferta gastronômica, esses veículos (caminhõezinhos, vans, trailers e até barracas de comida) deram um novo colorido às ruas na última década.

Aliás, ainda em 2008, uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Portland mostrou que essa atividade de oferta de alimentação beneficiava muito os moradores da cidade, que assim tinham emprego e as autoridades governamentais passaram inclusive a incentivar a utilização de terrenos baldios para a criação de pátios repletos de food trucks.

Segundo uma estimativa feita pelo site Food Chain Portland, os cerca de 600 mil habitantes que vivem na cidade podem escolher entre mais de 500 food trucks para lambiscar alguma iguaria ou fazer um lanche rápido sem precisar dirigir-se a um restaurante, inclusive das grandes cadeias de fast-food (“gênero de comida preparado e servido de forma rápida”).

Em contrapartida, também existem lugares nos EUA nas quais a “revolução” dos food trucks está bem estagnada. A questão é que cada cidade do país está sujeita a uma grande miscelânea de leis estaduais e municipais, em especial no que se refere ao setor de alimentação. E em poucos locais nos EUA as regras são mais rígidas do que em Chicago. Ali, por causa da forte influência do poderoso segmento de restaurantes, as autoridades proíbem que food trucks estacionem a menos de 60 m de restaurantes, lanchonetes, padarias ou quaisquer outros estabelecimentos de alimentação. Além disso, esses espaços móveis não podem permanecer no mesmo local por mais de duas horas!?!? Aliás, todos os veículos dessa natureza devem contar com um dispositivo GPS (sistema de localização por satélite), que registra sua localização a cada 5 min, sob pena de seus proprietários serem punidos com multas pesadas.

Claro que todas essas restrições acabaram estancando a evolução dos food trucks em Chicago, também chamada de “cidade dos restaurantes”, onde, aliás, é pouco propício caminhar pelas ruas pois venta muito. Segundo um levantamento realizado no início de 2017, havia na cidade cerca de 7 mil restaurantes, 144 cervejarias artesanais e apenas 70 food trucks licenciados!!!

Em Nova York e Boston, os proprietários dos food trucks também não têm vida fácil. Na primeira, por exemplo, é necessário ter uma licença da prefeitura que só é válida por dois anos. Para obtê-la, entretanto, é preciso encarar uma fila de espera de 15 anos (!?!?). Uma outra “saída” é desembolsar até US$ 25 mil pelo “aluguel” do documento no mercado negro. Com isso é preciso ser bem ousado para se ter um food truck em Nova York. Por seu turno, em Boston os chefs itinerantes têm de disputar o direito de ocupar um lugar nas ruas, em localidades e horários específicos, participando de um sorteio anual.

Por essas razões, muitos proprietários de food trucks norte-americanos estão procurando se deslocar para cidades onde as leis que regulamentam seu funcionamento sejam menos rigorosas. Um fato, entretanto, é indiscutível: na 2ª década do século XXI, o poder dos restaurantes fixos têm diminuído, uma vez que as pessoas querem comer bem e pagar um preço justo por isso. Isso se tornou possível ao se recorrer a esses “chefs do asfalto”, que graças à tecnologia implementada em seus veículos têm condições de oferecer alimentos com todas os cuidados higiênicos.

E você, caro (a) leitor (a) da Criática, se você quiser empreender e montar seu próprio food truck, já sabe quais são as regras a serem cumpridas para evitar a informalidade e as decorrentes sanções por parte das autoridades públicas?

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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