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A evolução do artesanato no Brasil


Inicialmente, deve-se recordar que entende-se por artesanato o trabalho manual, em que as pessoas, a partir da matéria-prima, produzem objetos pertencentes à chamada cultura popular.

O artesanato é tradicionalmente uma produção de caráter familiar, na qual o produtor – o artesão – possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha só ou com a ajuda da família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento, ou seja, não havendo geralmente divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Entretanto, em algumas situações, o artesão agrega a si alguns aprendizes ou ajudantes.

O trabalho de uma mulher rendeira!!!

O trabalho de uma mulher rendeira!!!

Na tentativa de lidar com as contradições das várias revoluções industriais, continua-se tentando valorizar o trabalho artesanal, opondo-se, de certa forma, à mecanização. Sem dúvida, vai ser cada vez mais difícil, pois vivemos atualmente na 4ª Revolução Industrial, que oferece ao artesão uma máquina incrível, que é a impressora 3D (três dimensões), a qual lhe permite elaborar muitas peças mais depressa e com melhor qualidade.

O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades (estima-se que temos cerca de 10 milhões de artesãos no Brasil). O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região do nosso País. Os índios são os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário feitas com penas e plumas de aves.

Entre os muitos exemplos de peças artesanais que são bem valorizadas estão as rendas e os produtos feitos com capim dourado.

A mulher rendeira faz parte do imaginário popular brasileiro e é ela, desde muito tempo, a transmissora de um conhecimento que, mesmo não fazendo parte do que se considera educação formal, tem sua importância social.

As mulheres rendeiras são as que tecem cotidianamente com finos fios. A força que emana da tradição de tramar as linhas é real. E o fio que conecta essas mulheres, entre gerações de uma mesma família, é que parece torná-las o que são: mulheres que lutam bravamente e que, ao mesmo tempo, desempenham um ofício minucioso e delicado. Com paciência e maestria, seguem fazendo a renda da mesma forma que outras gerações de mulheres de sua família já faziam, mas revisitam e atualizam as maneiras e os pontos que fazem hoje. De modo que estão, ao mesmo tempo, com um pé no passado e outro no presente. Muitas das rendeiras trabalham em grupo, e aí conversam, cantam, fumam. Uma delas diz: “Quando você está na almofada, o menino chora, a panela queima, mas você acaba esquecendo o mundo. Fica toda concentrada para terminar mais um ponto…”

Um objeto feito com o capim dourado do Jalapão.

Um objeto feito com o capim dourado do Jalapão.

Um outro artesanato muito valorizado é aquele feito com fios do capim dourado. Aliás, em 2000, foi criada a Associação Capim Dourado, no Estado do Tocantins. Essa foi uma iniciativa de um grupo de artesãs do povoado de Mumbuca. O objetivo dessa associação é o de manejar corretamente o capim dourado (Syngonanthus nintens), além de organizar e estimular a comercialização do artesanato, que constitui a principal fonte de renda das comunidades residentes no interior do parque estadual do Jalapão.

Um outro objetivo dessa associação é a de tornar a área em que vivem as 22 comunidades, hoje transformada em parque estadual, em uma reserva de desenvolvimento sustentável, como uma forma de manter a identidade cultural dessas tradicionais comunidades e continuar promovendo a conservação do cerrado no entorno do parque.

E por falar em artesanato sustentável, convém destacar que é aquele que busca promover a sustentabilidade ambiental, utilizando a reciclagem de produtos na elaboração de objetos artesanais. Atualmente, muitos vêm falando sobre a sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Assim, estudiosos e pesquisadores têm buscado maneiras de preservar a natureza, procurando conscientizar a sociedade sobre o grande consumismo que está ocorrendo, o lixo que vem sendo produzido e o impacto que isso causa no ambiente em que vivemos, demonstrando as consequências que sofreremos se continuarmos tendo a atitude de hoje no futuro. Infelizmente, não são muitas as pessoas que se preocupam com isso…

Mas também é possível encontrar vários artesãos que usam como matéria-prima objetos que para muitos não passam de refugos, ou seja, lixo!!! Obras lindíssimas e com reconhecimento mundial são feitas a partir de materiais recicláveis. Os objetos mais produzidos são os artigos de decoração, que muitos apreciam e até mesmo pagam preços muitas vezes exorbitantes para possuí-los.

Entre os artesãos artistas que transformam lixo em arte, deve-se destacar: Sayaka Kajita, artista japonesa que cria obras de escultura com plástico; Ann Smith, uma norte-americana que utiliza peças quebradas de eletrodomésticos para criar robôs em forma de animais e também o artista brasileiro Jaime Prades, que exibe toda a sua criatividade em transformar pedaços de madeira jogados na rua em esculturas de árvores belíssimas.

Assim, na produção de artesanato sustentável, os artesãos usam materiais que são de fácil acesso e podem ser encontrados na rua, como garrafas de vidro, papelão, lâmpadas, latas de refrigerante, entre outros objetos que constantemente são descartados no meio ambiente e que acabam poluindo a natureza. É preciso ter em mente que nenhum objeto jogado deve ser considerado como perdido (!?!?), visto que qualquer lixo encontrado na rua pode acabar se tornando uma obra-prima de grande valor. O que é necessário é unir a conscientização e a criatividade para diminuir o impacto ambiental e favorecer a cultura.

Em 2016, no Brasil todo, foram realizados muitos eventos e feiras promovendo o artesanato. Sem dúvida, uma das mais importantes é a Mega Artesanal – a de 2016 ocorreu em São Paulo no período de 13 a 17 julho –, na qual estiveram os principais ateliês e artesãos mostrando suas ferramentas, acessórios e insumos em geral.

Essa é a maior feira de produtos e técnicas de artes e artesanato da América Latina, na qual é possível observar centenas de produtos feitos artesanalmente para a casa e para uso pessoal. A grande atração, como sempre, foi a Casa Mega, um espaço no qual artesãos, designers e arquitetos mostraram que o artesanato criativo e de qualidade alegra muito os vários ambientes.

Em São Paulo, especificamente, para quem gosta de artesanato, existem algumas feiras tradicionais, como é o caso daquela na praça da Liberdade, rica em culinária e artesanato nipônicos. Ela acontece há cerca de 30 anos e conta com mais de 300 barracas que oferecem desde bijuterias, até luminárias japonesas, bonsais, peixes de aquário e quinquilharias em geral, a maioria oriental. As barracas de yakisoba e tempurá também são sempre muito procuradas.

Um aspecto da feira de artesanato na praça da Liberdade, em São Paulo.

Um aspecto da feira de artesanato na praça da Liberdade, em São Paulo.

Uma outra feira tradicional é aquela que se instala semanalmente no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, ao longo da qual estão também diariamente instaladas algumas centenas de vendedores de peças artesanais. Essa é uma feira mais de antiguidades, reunindo colecionadores e pessoas que estão à procura de raridades, quadros, esculturas, luminárias, candelabros, moedas antigas e objetos para a casa.

Na feira da praça da República, as principais atrações são as pinturas e os desenhos. Muitos artistas locais fazem suas obras ali mesmo. Há também enfeites e bonecas feitos artesanalmente, roupas, bijuterias e outros artigos. Uma outra atração dessa feira é a comida. Churrascos, doces e empanadas chilenas são os mais procurados.

A mais badalada das feiras, no entanto, é a da praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros. Ela é frequentada por um público diverso – inclusive artistas e designers –, tendo cerca de 300 vendedores que comercializam artigos de decoração e antiguidades, além de itens como discos de vinil, louças e móveis rústicos.

A feira da praça Benedito Calixto, em São Paulo.

A feira da praça Benedito Calixto, em São Paulo.

No outro extremo, ou seja, no chamado artesanato de luxo, nesses último anos chegaram ao Brasil algumas das marcas mais famosas do mundo. É o caso da empresa suíça Vacheron Constantin, a relojoaria mais antiga do mundo em atividade, que foi fundada em 1755. Ela ultrapassou turbulências como a Revolução Francesa e duas guerras mundiais, que não foram capazes de interromper a produção de seus renomados relógios, alguns dos quais chegam a custar até € 2 milhões e têm a fama de durar para sempre. A marca já se instalou no Brasil e quem quiser comprar um dos seus relógios já deve pensar em gastar, no mínimo, R$ 80 mil. E naturalmente quanto mais customizados sejam esses relógios – tendo materiais como diamante ou platina – o seu valor vai subindo, podendo um relógio chegar a custar R$ 7 milhões. É claro que aí ele já se torna uma joia, que não pode sercomparada ao mais caro relógio digital e onde o fato de que ele funciona quase que para sempre é o atributo mais valorizado…

Um outro exemplo é o da joalheria francesa Cartier, que já tem o Brasil entre os seus cinco maiores mercados para os seus óculos no mundo!!!

Esse é um relógio Vacheron Constantin que é ao mesmo tempo uma joia.

Esse é um relógio Vacheron Constantin que é ao mesmo tempo uma joia.

Os modelos de óculos da Cartier seguem a mesma linha de joias da marca, como a coleção Trinity, ou as peças que levam o famoso “C” da grife. Esses óculos são feitos pelo mesmo artesão que faz as joias da marca, seguindo assim os mesmos processos de criatividade e a mesma qualidade de pedras preciosas. Aliás, os seus óculos, ou seja, essa categoria é dividida em óculos de grau, de sol e a linha que leva os tradicionais diamantes Cartier. Alguns exemplares, como os da coleção Panthère, chegam a ter somente 100 peças produzidas.

Um incrível óculos da marca Cartier.

Um incrível óculos da marca Cartier.

Com essa exclusividade, a Cartier conquistou muitas celebridades e os endinheirados, estando entre eles a cantora norte-americana Lady Gaga e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A marca também oferece alguns produtos que poderíamos chamar de populares, que no Brasil são vendidos a partir de R$ 2 mil, e as vendas no nosso País, apesar da crise econômica, vão muito bem!?!?

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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