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John Galliano se inspirou muito na dança e na música


Em 1960, John Galliano, o mágico vanguardista da moda, nasceu como Juan Carlos Antonio, no território britânico de Gibraltar, filho de espanhola e de um inglês que era encanador. Quando o pequeno Juan tinha 6 anos, a sua família foi para Londres, onde ele logo foi atraído pela moda, em particular pela tradição da alfaiataria inglesa.

Ele trabalhou um breve período com Tommy Nutter, um conhecido alfaiate da Savile Row (loja inglesa de roupas masculinas). Em seguida, ele frequentou a Central Saint Martins e cumpriu um estágio de meio período no National Theatre. Formou-se em 1984, apresentando uma coleção chamada Les Incroyables, inspirada na moda francesa pós-revolucionária, com a qual conquistou fama, pois ela foi comercializada com sucesso pela conhecida butique londrina Browns. No mesmo ano, John Galliano criou a sua marca, caracterizada por um estilo tão explosivo, que entusiasmou a crítica de modo unânime.

Apesar de ter conquistado muitas opiniões favoráveis ao seu estilo, ele enfrentou diversas dificuldades financeiras e foi obrigado a lançar coleções de baixo preço para salvar a marca da falência. Porém, a boa receptividade dos críticos, da mídia especializada e dos compradores se manteve, permitindo-lhe seguir adiante.

Aí ele começou a colaborar com a estilista Amanda Horlech (numa associação que duraria até 1997) e, a partir de 1990, transferiu-se para Paris, onde esperava encontrar maiores oportunidades de crescimento. Em 1991, lançou linhas mais jovens, a preços mais baixos: Galliano´s Girl e Galliano Gems.

Em 1994, apresentou uma coleção inspirada em uma visão pessoal da viagem da princesa Lucrécia da Rússia – um sucesso definitivo, que entrou para a lista dos melhores desfiles de todos os tempos, como decretou Anna Wintour, que tornou-se a editora-chefe da Vogue América.

O notável estilista John Galliano.

O notável estilista
John Galliano.

Em 1995, o magnata Bernardt Arnault, à frente do colosso LVMH, ofereceu-lhe a direção da maison Givenchy depois que o mestre Hubert se aposentou. Ele aceitou o convite e foi quando examinou a história da marca, estudou seus arquivos, o que se escreveu sobre ela e analisou todos os seus vestidos. Aí, aprofundou as técnicasde corte e costura na marca e com a sua imaginação começou a explorar novas fronteiras. Dessa maneira, a grife teve seu estilo incrementado com muito glamour e uma certa ironia.

Em 1996, foi sucedido na Givenchy por Alexander McQueen, mas foi recrutado por outra histórica maison do grupo LVMH a fundada pelo inigualável Christian Dior. Ele entrou na Christian Dior no lugar de Gianfranco Ferré e aí encontrou o lugar adequado para a sua expressão artística. Sua criatividade ficou ainda mais aguçada e a capacidade de interpretação histórica alcançou o nível de puro lirismo.

Em 1997, assinou a sua primeira coleção de haute couture para a Dior, lançando sua personalíssima versão do new look. A partir de então, encadeou um triunfo após outro, colocando em cena coleções de extraordinária complexidade técnica, ricas em virtuosismos. Esse foi o caso do seu desfile de alta-costura da temporada outono/inverno de 2003, uma esplendorosa conjugação de extravagância e arte que lhe permitia estar à frente de todos os outros estilistas. Galliano inspirou-se na dança, em todas as suas variações: flamenco, tango, cancã, jazz e balé moderno. Armado o palco, acionada a trilha sonora, colocou suas modelos dançando na passarela enroladas em babados, equilibrando saias de bailarinas de flamenco, tutus e meia arrastão. Diz a lenda que sua mãe o ensinou a dançar flamenco em cima da mesa da cozinha.

Ao comentar essa coleção, John Galliano disse: “Não são roupas para dançar, são roupas que dançam em volta do corpo!!!”. “Mas será que eram roupas mesmo?”, perguntavam os neófitos no mundo da moda.

Eram sim!

Bastava analisá-las com atenção.

Por baixo de todo aquele espetáculo, dos imensos babados estruturados como uma escultura, dos sutiãs e corseletes rendados em evidência por cima da roupa, das peles extravagantes, estavam os vestidos, as joias, os acessórios e até as simples camisetas que fizeram as clientes cada vez mais “loucas” por Dior em suas mais de uma centena de butiques espalhadas pelo mundo.

Galliano, o inglês extravagante e de temperamento insuportável segundo alguns, efetivamente vende muito bem tudo o que cria. A prova disso foi que a Dior ganhou muito dinheiro com ele, inclusive no mundo rarefeito da alta-costura. O final do idílio com a Dior em 2011 coincidiu com alguns problemas pessoais de Galliano, que foi obrigado até a deixar a marca nas mãos de Bill Gaytten, seu histórico colaborador. Mas o outono de 2014 registrou a volta do estilista à cena com o cargo de diretor da maison Martin Margiela.

É difícil circunscrever as fontes de inspiração de John Galliano, pois elas foram do teatro ao cinema e a etnografia. Suas pesquisas não se limitaram às imagens, pois ele enveredou pela história da peça individual, seu contexto cultural e social, através de pesquisas de arquivo, muitas idas a bibliotecas e visitas a museus.

Galliano acabou dessa maneira misturando sua fontes criativas em um pastiche louco e rocambolesco, no qual Cleópatra encontra Pocahontas e ambas decidem se vestir de Lolita, mas disfarçando-se de Theda Bara.

Todas essas referências ganharam, nas mãos de Galliano, uma elegante harmonia, uma espécie de equilíbrio clássico que serve de fundo, de estrutura, de alma.
Observação importante – Quem quiser realmente aumentar bastante os seus conhecimentos sobre moda deve adquirir e ler a coleção lançada pelo jornal Folha de S. Paulo, Moda de A a Z, que foi concluída em dezembro de 2015, após a chegada às bancas, cada semana, de um exemplar, num total de 18 semanas.

Engenheiro, mestre em estatística, professor, autor de dezenas de livros, gestor educacional, palestrante e consultor. Editor chefe da Revista Criática.

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