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O sutiã já existe há 102 anos!!!


Há cerca de 102 anos, a norte-americana Mary Phelps Jacob patenteou uma das invenções mais queridas do público feminino: o sutiã!!

Neste um pouco mais de um século de existência, ele se tornou “o amigo do peito” e exerceu as mais diferentes funções: aumentou o seio, diminuiu-o, escondeu-o, exibiu-o. Transformou a coadjuvante roupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeries sensuais principalmente graças a Victoria’s Secret.
No livro Rocket, dos sócios e diretores do The Boston Consulting Group (BCG), Michael J. Silvestrin, Dylan Balden, Rune Jacbsen e Rohan Sajdeh, eles contam a história do empreendedor Les Wexner, o grande mestre da venda de varejo, o qual criou, entre outras de suas atividades empresariais, a Victoria’s Secret, a maior rede de venda de lingerie do mundo.

A mulher que vai a uma loja da Victoria’s Secret pode optar por um dos 167 tipos de sutiãs disponíveis que têm diferentes estilos, materiais, formas de fechamento etc. Claro que o custo de cada um deles, devido à sua qualidade e o seu design não é pequeno, começando em US$ 50.

Antes escondido, o sutiã hoje é usado até como roupa de cima. Virou um aliado da mulher na busca da beleza, do conforto e da sedução. Obedecendo a leis rígidas, códigos e normas vigentes de cada época, o sutiã faz do corpo da mulher o seu suporte. A mulher ganhou muito com a evolução do sutiã, pois antes foi obrigada a usar o espartilho e o corselete, cujos primeiros modelos tinham estrutura de metal.

Tudo começou a mudar radicalmente com um gesto de rebeldia. A jovem nova-iorquina, Mary Phelps Jacobs revoltou-se contra o espartilho de barbatana que não só a apertava como ‘’sobrava’’ no vestido de noite que acabara de comprar. Com o auxílio de sua empregada, fez uma espécie de porta-seios, tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Depois de confeccionar cópias para as amigas, a moça resolveu comercializar sua invenção.
Mais interessada no sucesso de sua criação nas festas do que nas lojas, ela acabou vendendo a sua patente para a Warner Bros por US$ 1.550. Nos 30 anos seguintes, a empresa faturaria US$ 15 milhões com ela.

Há milênios, as mulheres vinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Relatos históricos revelam que em 2000 a.C., na ilha de Creta, as mulheres usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los. O espartilho surgiria na Renascença para encaixar a silhueta feminina no padrão estético imposto pela aristocracia. Por meio de cordões bem amarrados, ele apertava os seios a tal ponto que muitas mulheres desmaiavam. O sutiã apareceu para libertar a mulher dessa ditadura e do desconforto.

É verdade que nesses últimos 100 anos viveu-se numa gangorra: ora o sutiã serviu para aumentar, ora para diminuir os seios. Nos anos 1920, os sutiãs compunham o estilo garçonne e achatavam o busto. Nos anos 1930, a silhueta feminina voltou a ser valorizada e aí surgiram os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos 1950, as estrelas de cinema como Marilyn Monroe usavam sutiãs com bojo que deixavam os seios estufados. Com o advento do náilon, as peças ficaram mais sedutoras e conquistaram todas as beldades. Por incrível que pareça, nos anos 1960, as feministas queimaram em praça pública a peça que consideraram símbolo da opressão masculina!?!?

A invenção da lycra levou ao lançamento de modelos mais confortáveis. Mas a ressurreição aconteceu mesmo na década de 1990, era das atrizes siliconadas como Pamela Anderson. O sutiã ‘’turbinado’’ com diversos artifícios para aumentar, levantar e unir os seios levou a uma explosão de consumo. Em 1996, a brasileira comprava seis calcinhas para cada sutiã. Hoje, a proporção está em dois para um.

Uma pesquisa feita recentemente com mulheres de vários países indicou que a mulher do século XXI quer muito mais do sutiã. Além de aumentar os seios (se bem que para isso recorre-se antes à introdução de silicone nos mesmos…), ele precisa conjugar outros benefícios que tragam bem-estar. O resultado disso tudo foi o surgimento de sutiãs com fibras tecnológicas que os deixarem mais leves, suaves e propiciaram a inclusão de acessórios como hidratante, vitaminas, monitor de frequência cardíaca, filtro solar etc.

Foi, sem dúvida, a lingerie que uniu a plástica, a cosmética e a tecnologia para conquistar de vez o guarda-roupa feminino que deve ter vários sutiãs bem sofisticados. E tudo isso divulgado espetacularmente pelo marketing feito pela Victoria’s Secret, especialmente no seu Fashion Week, no qual modelos estonteantes exibem espetaculares sutiãs, criados com joias que os tornam valiosíssimos – custos superiores a milhão de dólares – para dar guarida à parte tão importante do corpo de uma mulher!!!

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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