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A grande vitoriosa no Carnaval de 2016 no Rio de Janeiro


Sem dúvida, o entretenimento mais popular no Brasil ainda continua sendo ver no estádio ou acompanhar pela televisão um jogo de futebol, no qual o País já obteve um grande destaque, sendo ainda o maior campeão – cinco vezes venceu a Copa do Mundo (apesar do fiasco em 2014 com a acachapante eliminação frente à Alemanha, vencedora da competição, e que nos goleou por 7 a 1 na nossa casa…)

Porém, não se pode esquecer que o que deixa o mundo todo embasbacado é o esplendor e a criatividade exibida nas escolas de samba no Carnaval, especialmente aquelas principais, no Rio de Janeiro.

Já há um bom tempo – há quase 18 anos –, o guru norte-americano de administração Tom Peters escreveu no seu livro Rompendo as Barreiras da Administração que “tempos loucos exigem organizações malucas”, querendo salientar que em tempos de economia global, evolução da Internet e guerra por novos talentos, é necessário uma razoável dose de desorganização. Na realidade, ele queria dizer com desorganização a necessidade de mudanças de paradigmas, algo que está sendo incorporado por muitas empresas na medida em que conceitos como flexibilidade, quebra de hierarquia e horizontalidade se tornaram cada vez mais comuns nelas!!!

E aí ele dava um exemplo prático, ou seja, sugeria que um excelente modelo de uma empresa desorganizada, com ótimos resultados, é o de uma escola de samba carioca!!!

Para ele, numa escola de samba, a comunicação é rápida, sem intermediários. Os funcionários têm autonomia e trabalham num esquema flexível em que podem usar sua própria criatividade para resolver problemas inesperados. O estilo burocrático e padronizado fica do lado de fora da sede da escola de samba!!!
A partir de agosto, comumente, uma escola de samba começa a contratar pessoas para trabalhar em áreas como desmonte, almoxarifado, cozinha e limpeza. Esse contingente vai aumentando à medida em que começam a ser desenvolvidas as primeiras peças dos carros alegóricos, necessitando-se de pessoas hábeis em serralheria, carpintaria, escultura e pintura. Chega ao seu máximo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro (dependendo das datas nas quais se realiza o Carnaval, quando o número de empregados ultrapassa algumas centenas.

O livro de Tom Peters Rompendo as Barreiras da Administração.

O livro de Tom Peters Rompendo as Barreiras da Administração.

É do “barracão” que saem os produtos da fábrica de sonhos que é a escola de samba. O ambiente dentro dele não tem nada a ver com aquele praticamente asséptico que se nota em algumas organizações. O barracão transforma-se em uma oficina desorganizada e barulhenta na qual os diversos setores funcionam em ritmo ininterrupto e de forma independente.

Mas à medida que o Carnaval se aproxima, aí é que se notam incríveis colaborações e associações quando quem está construindo carros alegóricos pode ajudar na confecção dos adereços e vice-versa, dependendo do que está mais atrasado…

Nesses últimos anos, alguns setores ficaram ativos praticamente o ano inteiro, como cozinha, almoxarifado, chapelaria, escultura, costura, adereços e carpintaria, intensificando as suas atividades nos dois meses que antecedem o Carnaval. Diversos setores, como, por exemplo, a iluminação e efeitos especiais continuam a ser terceirizados.

A pessoa que ocupa o cargo de carnavalesco(a) é o(a) grande responsável pela gestão da criatividade numa escola de samba. Cabe a essa pessoa elaborar os croquis das fantasias, adereços e bonecos que vão enfeitar os carros alegóricos. Os croquis, na realidade, são somente esboços, o que significa que uma boa dose de criatividade fica a cargo dos operários, frequentemente artesãos talentosos. Ou seja, quem decide, no final, se uma escultura vai ser feita em isopor, madeira ou ferro é o encarregado desse serviço e não o(a) carnavalesco(a). Vale salientar ainda que os esboços são distribuídos igualmente para todos os responsáveis pelos setores. Assim pode-se dividir entre todos o exercício de criatividade iniciado pelo(a) carnavalesco(a).
As salas do presidente da escola, do gestor, do carnavalesco(a) – uma figura importante – são espaços em que o trânsito livre é incentivado, ou seja, todo que trabalha no barracão pode, entrar sem burocracia nas mesmas. Quem sabe mais passa seus conhecimentos para aquele que está aprendendo.

Depois dessa etapa, o chefe passa a atuar como facilitador. É importante lembrar que não há indicativos de status ou espaços físicos privilegiados que permitam diferenciar os chefes de seus subordinados.

Numa escola de samba são aceitos os elementos contraditórios da cultura brasileira: a modernidade e a tradição, a especialização e a versatilidade, o planejamento e a criatividade, a racionalização e o desperdício, técnicas empresariais e relações pessoais. É exatamente essa flexibilidade que lhe dá sentido.
Atualmente, os governos municipais ajudam as escolas de samba com recursos financeiros e cabe aos presidentes das mesmas obter outros patrocínios para que elas possam arcar com os seus gastos e especialmente com os salários de muita gente envolvida com a preparação dos desfiles.

São esses desfiles, não só no Rio de Janeiro, mas também em São Paulo, Salvador, Recife e Fortaleza e outras capitais que atraem muitos turistas e foliões nas ruas – mais de uma dezena de milhões no total – que permitem que bilhões de reais sejam injetados nas suas economias durante a semana que inclui os dias de Carnaval. Além disso, mais 150 mil empregos diretos e indiretos são gerados nessa semana, nos quais os empregados ganham o equivalente a dois ou três meses de trabalho corriqueiro.

Apesar da crise econômica de 2016, acredita-se que o total injetado pelo Carnaval na economia do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife chegou a R$ 4,6 bilhões. Uma bela cifra, o que significa que deve-se incrementar mais ainda o apoio às escolas de samba, aos blocos e aos trios elétricos, como também ao Carnaval de rua, visto que o entretenimento atrai muita gente para essas cidades, que, com isso, incrementam os gastos em hotéis, restaurantes, compra de roupas, ingressos para acompanhar desfiles etc.

O Carnaval brasileiro é um excelente exemplo das vantagens da economia criativa (EC)!!!

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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