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Uma nova era na Economia Criativa no Brasil!


Inicialmente, deve-se destacar que finalmente temos alguém no mais elevado patamar governamental que, de fato, deseja levantar a bandeira do desenvolvimento eficaz por meio da economia criativa (EC).

Trata-se de ninguém menos que o atual ministro da Cultura, Sergio de Sá Leitão (vamos torcer para que fique muito tempo no cargo…), que, ao tomar posse em julho de 2017, declarou: “Minha prioridade é desenvolver a EC!!!”

Numa entrevista para Carolina Muniz, publicada na Folha de S.Paulo (25/8/2017) ele destacou: “Criatividade não se estoca. As matérias-primas de outras atividades econômicas são estocáveis, assim se você não as utiliza num determinado momento pode guardar para depois. A criatividade, entretanto, se não for usada na hora provavelmente desaparecerá…

Por isso existe uma urgência no sentido de desenvolvermos maneiras para aproveitar melhor a nossa vocação para atividades como arquitetura, design, moda, música, publicidade, pesquisa e desenvolvimento, artes cênicas e visuais, videogames, serviços editoriais etc., que já têm um peso econômico muito grande e que apresentam ainda um potencial gigantesco.

Se esses setores forem estimulados pelo poder público, se tiverem mais investimentos privados e instrumentos de crédito, sua participação no nosso produto interno bruto (PIB) poderá aumentar muito. Por isso, antes de deixar o ministério no fim de 2018, minha meta é dotá-lo de um conjunto de diretrizes, políticas e ações voltadas para a EC.

Infelizmente ainda há uma grande dificuldade por parte das pessoas de enxergar as atividades culturais e criativas por sua dimensão econômica. É verdade que na gestão do ministro Gilberto Gil (de 2003 a 2008), houve uma sinalização importante no sentido de incrementar a EC, porém, esse tema foi secundarizado depois. Agora, entretanto, ele voltou à tona como assunto prioritário.

Assim, trabalharei para que a EC não faça parte somente do escopo do ministério da Cultura, mas que também tenha o apoio do ministério da Indústria, do Comércio Exterior e Serviços; assim como do Sistema S e do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).”

Mais do que imaginação, graças à criatividade estima-se que no final de 2017 a EC vá contribuir com cerca de 3,5% do PIB brasileiro, algo próximo de R$ 210 bilhões, um montante bem relevante. É verdade que todas as atividades econômicas inovam de alguma maneira. Entretanto, são consideradas indústrias criativas apenas as que fazem da criatividade a sua matéria-prima, que inclusive geram propriedade intelectual para seus autores.

Dessa maneira, uma empresa de contabilidade, por exemplo, até pode ser inovadora na hora de resolver seus problemas, porém, o foco do seu trabalho não é esse. Por outro lado, um escritório de arquitetura só existe porque oferece aos seus clientes sua capacidade criativa.

O ministro da Cultura, Sergio de Sá Leitão, pretendendo estimular a EC.

Um bom exemplo de apoio à EC foi o do governo do Estado de São Paulo, que cedeu ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) o palácio dos Campos Elíseos (que já foi sede do governo estadual entre 1912 e 1965), para ser o Centro Nacional Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, declarou: “Nós não vamos ensinar as pessoas a criar, pois, para isso, existem outras instituições. O nosso papel será o de operar como a linha de uma pipa, ajudando-as a aprimorar suas capacidades de gestão. Desse modo, elas conseguirão transformar suas ideias em inovações e contar com negócios próprios bem-sucedidos.”

Em seu artigo Indústria criativa indica caminhos para os setores mais tradicionais (publicado na Folha de S.Paulo em 25/8/2017), o sociólogo, mestre em comunicações e criador de uma metodologia de análise de tendências Dario Caldas, indicou os caminhos para os setores mais tradicionais. Ele destacou: “A ‘EC’ tem vários pontos em comum com o ‘universo das tendências’. Se não são novos, nos últimos 20 anos esses dois conceitos se difundiram e ganharam muita legitimidade.

Ambos passaram a fazer sentido somente quando a mudança acelerada na sociedade atingiu o patamar que conhecemos atualmente. E agora, tanto as indústrias criativas, quanto as tendências se definem por uma relação fundamental com um terceiro elemento: a inovação como pedra de toque não só do mercado como de toda a sociedade.

Ao conceber e disseminar novos modelos de negócios e de geração de riquezas, as indústrias criativas indicam novos caminhos para os setores tradicionais da economia, muitos dos quais precisam mudar radicalmente para poderem competir dentro da nova realidade global.

Uma clara evidência disso nos foi dada pela indústria da moda. Assim, de um sistema fechado, altamente hierarquizado e centrado em instituições quase seculares, a moda encontrou novos caminhos nos empreendedores individuais e nas pequenas e médias empresas intensivas em criatividade, amparadas por uma infraestrutura digital e orientadas para a inovação em suas múltiplas formas.”

E o que de fato está se sentindo agora na indústria da moda no Brasil é uma união entre artesãos e estilistas, de olho no futuro… De fato, por meio da colaboração, tem-se ampliado no País as possibilidades da EC na produção da moda. Trata-se de uma cooperação entre grifes e associações de artesãos; organismos governamentais e cooperativas do agronegócio; comunidades e estilistas; empresas consolidadas e start-ups (empresas iniciantes).

Neste âmbito, há um intenso movimento de pequenas marcas independentes que já nascem dentro de uma lógica bem sustentável. Durante muitos anos, os artesãos foram explorados pela moda – na produção de rendas, por exemplo –, mas agora finalmente esses profissionais passaram a ser remunerados com quantias razoavelmente justas.

Vale ressaltar ainda que, no caso da moda brasileira, a espinha dorsal da EC é o trabalho feminino. Sem essa mão de obra especializada – costureiras, artesãs, rendeiras etc. – não existiria nenhum modelo consistente de produção na moda. Neste sentido, a opinião da estilista Helô Rocha é importante: “Claro que as artesãs se sentem desanimadas com a invasão das máquinas industriais, uma vez que, mesmo que de forma mambembe, esses equipamentos ‘reproduzem’ o trabalho artesanal. Por isso, cabe a nós, designers, solidificar uma cultura de valorização dessas profissionais, que no final das contas são as que identificam a nossa moda!!!”

E para fechar nossas observações sobre setores que estão impulsionando a EC no Brasil, vale ressaltar que o País tem sediado vários eventos musicais que, embora não se comparem a um Rock in Rio em termos de magnitude, também são movidos pela inventividade, atraem dezenas de milhares de espectadores e, pelo menos em caráter temporário, garantem empregos para centenas de pessoas.

Assim, é significativo relembrar o que apontou Bruno Lee em seu artigo Festivais independentes de música completam 20 anos de história (publicado no jornal Folha de S.Paulo em 25/8/2017), quando enfatizou: “Felizmente temos diversos festivais musicais no Brasil que sustentam a bandeira da independência. Com duas décadas de história, esses eventos ainda se mantêm relevantes para o público e trazem grandes nomes para os palcos.

Esse é o caso do Abril Pro Rock, por exemplo, que acontece em Recife, e chegou à 25ª edição em 2017. Em Goiânia temos o Bananada (em sua 19ª edição) e o Goiânia Noise Festival (23ª edição). Ambos são realizados há bastante tempo e seus organizadores se orgulham de sua autonomia e independência.

Paulo André Pires, fundador do Abril Pro Rock, ressaltou: “Independência significa ter autonomia na escolha de quem vai tocar. Já sofri pressão do governo, de patrocinador e de políticos, mas jamais escalei uma banda por causa disso.”

Já Fabrício Nobre, um dos responsáveis pelo Bananada, disse: “Ser independente significa saber que, a despeito dos altos e baixos, é preciso continuar fazendo, independentemente das condições e da situação.”

Por sua vez, Leo Razuk, um dos responsáveis pelo Goiânia Noise Festival enfatizou: “As pessoas querem ver e ouvir atrações já conhecidas que cobram muito. Por isso é preciso contar com patrocínios e praticar preços relativamente altos para se poder pagar as bandas renomadas; também é preciso dinheiro para montar bons palcos e oferecer toda a tecnologia necessária para as apresentações, especialmente de música eletrônica.”

Em 2017, esses três festivais contaram com patrocínios vindos dos setores público e privado, mas esses aportes só cobriram dois terços dos custos dos eventos. Assim, foi preciso cobrir as despesas restantes (e obter algum lucro…) com a venda de ingressos!!!

Esse é um festival que encanta e atrai muita gente!

Finalizando, o que se deve enfatizar é que nos próximos anos surgirão cada vez mais negócios dentro da EC, e isso poderá inclusive permitir a assimilação de mão de obra ociosa, ou seja, daqueles que perderam seus empregos nos setores convencionais e estiverem dispostos a se adaptar e habilitar para o trabalho nas indústrias criativas!!!

Engenheiro, mestre em estatística, professor, autor de dezenas de livros, gestor educacional, palestrante e consultor. Editor chefe da Revista Criática.

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