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Nos EUA, voltam os investimentos nas livrarias e na edição de livros de papel!!!


Em 2010, especialmente difundida a partir do Estados Unidos da América (EUA), espalhou-se a notícia do fim dos livros impressos, isso porque os leitores estavam migrando para os dispositivos digitais que permitiam a leitura dos e-books, ou seja, os livros eletrônicos. Por sinal, no período de 2008 e 2010, as vendas de e-books nos EUA cresceram 1.295%, levando os livreiros ao pânico.

As vendas de livros de papel tiveram significativas reduções, com o que as editoras e autores ficaram muito temerosos que os livros eletrônicos, bem mais baratos, lhe roubassem toda a dianteira. Esse medo cresceu muito quando em 2011, a famosa cadeia de livrarias Borders pediu concordata.
Pois é, os livros eletrônicos pareciam um foguete, não paravam de subir, mas o apocalipse não se confirmou até agora, pois os analistas haviam previsto que os livros eletrônicos superariam os de papel até o fim de 2015!?!?
Ao contrário, o que se constatou é que os livros digitais desaceleraram!!!

O que se notou nesse segundo semestre de 2015 é que os leitores estão voltando ao papel ou se tornando leitores híbridos. No primeiro semestre de 2015, a venda de livros eletrônicos nos EUA caiu 10%, fundamentando-se no que comercializaram 1.200 editoras.

Em 2014, os livros digitais nos EUA tiveram 20% do mercado, e tudo indica que essa participação será um pouco menor em 2015. Esse declínio na popularidade dos livros eletrônicos pode sinalizar que as editoras, apesar de não serem imunes ao desordenamento promovido pela tecnologia digital, sobreviverão ao seu maremoto melhor do que outras formas de mídia, como a música e a televisão.

Tudo indica que as livrarias tradicionais existirão ainda algumas décadas.

Tudo indica que as livrarias tradicionais existirão ainda algumas décadas.

Os serviços de livros eletrônicos por assinatura, modelados em empresas como a Netflix e a Pandora, não emplacaram, as vendas de aparelhos específicos para a leitura – como o Kindle – caíram à medida que os leitores migravam para os tablets e smartphones, e de acordo com algumas pesquisas, leitores jovens que cresceram na era digital ainda preferem ler em papel.

Essa surpreendente resistência da palavra impressa deu força a muitos livreiros e as livrarias independentes, abaladas pela recessão e concorrência da Amazon, que vêm mostrando forte sinal de ressurgimento. Aliás, a Associação Norte-Americana de Livrarias tinha 1.712 membros com lojas em 2.227 localidades em 2015, ante 1.410 membros em 1.660 localidades em 2010.

As editoras nos EUA, buscando aproveitar a virada, estão despejando dinheiro em sua infraestrutura de impressão e distribuição. A Hachette ampliou em 20 mil m2 o seu espaço de armazenagem em 2014, e a Simon & Schuster está expandindo o seu em 18 mil m2 .
A Penguin Random House – que controla cerca de 250 selos editoriais no mundo – investiu quase US$ 100 milhões na expansão e atualização de seus armazéns e está acelerando a distribuição de seus livros. No ano passado seu armazém mais que dobrou de tamanho.

Marcus Dohle, presidente-executivo da Penguin Random House, disse: “As pessoas falavam sobre a morte dos livros em papel como se fosse só questão de tempo, mas mesmo dentro de 50 ou 100 anos eles serão parte importante de nosso negócio.”

Bem, se isso está ocorrendo nos EUA, certamente acabará sendo o que vai acontecer daqui para frente no Brasil, onde os e-books nem chegaram ainda a representar uma parcela significativa das vendas das editoras, não é?

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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