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Interestelar, um filme com muita afetação


O diretor do filme Interestelar, Christopher Nolan, no seu lançamento – ocorrido no Brasil em novembro de 2014 – o comparou com 2001 – Uma Odisseia no Espaço, o clássico de Stanley Kubrick cuja influência se estendeu na saga Star Wars e Gravidade.

Entretanto, os grandes astros de Interestelar são as complexas naves espaciais que transportam os exploradores do filme, interpretados por Matthew McConaughey, Anne Hathaway e David Gyasi, para novas galáxias.

Explicou Christopher Nolan:

“Para essa história foi fundamental construir uma estação espacial que chamamos de The Endurance. Naturalmente o ponto focal do filme é a nossa Terra, eu e o meu diretor de arte, Nathan Crowley, passamos meses elaborando os desenhos iniciais, baseados nas espaçonaves existentes.

Contamos para isso com a ajuda da astronauta Marsha Ivins, que explicou diversos aspectos importantes sobre o sistema de atracação da nave.

Se para alguns as nossas naves não contêm muito futurismo, mesmo assim foi possível passar aos que assistiram o filme uma ideia plena de como é o interior do módulo, inclusive o cockpit e os alojamentos dos astronautas.

As próprias imagens espantosas de corpos celestes vistas na tela fizeram parte do set, ao contrário dos efeitos chroma key que em geral são acrescentados mais tarde.

Mandei construir dois modelos das naves quase de tamanho natural e as levei à Islândia, na época coberta de neve para filmar as cenas principais do pouso sobre um planeta gelado.

Foi uma façanha e tanto encher todo o espaço reservado para a carga de um 747 e depois depositar uma nave sobre uma geleira, no meio da água, na Islândia.

Depois mandei trazer as espaçonaves de volta para o estúdio em Los Angeles e elas foram instaladas sobre suportes com uma câmera para conseguir tomadas comparáveis às da Nasa.

Acredito que esse grau de detalhes ajudou os atores e permitiu maior envolvimento dos espectadores.

Produzir esse filme, para mim, entre outras coisas, foi a realização de um sonho de criança, ou seja, construir naves como estas e poder filmá-las.

Durante toda a minha vida ansiei pela chegada desse momento, de poder fazer o que fiz!!!”

O crítico de cinema Luiz Carlos Merten assim analisou a película de Nolan:

“Da mesma forma que em 2001 – Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick, o filme Interestelar evolui à medida que adentra o mistério, ou seja, quando envereda por aquele confim do conhecimento humano em que as teorias científicas deságuam em questões metafísicas sobre a origem, o sentido da presença no universo e o destino de cada um de nós, como indivíduos, e de todos nós, como espécie.

Neste ponto, ao lidar com teorias contraintuitivas sobre as noções imediatas de espaço e tempo, Nolan cede às tentações da explicação em excesso.

Elas se dão, em especial, pelas palavras do protagonista, o astronauta Cooper (Matthew McConaughey), do velho cientista vivido por Michael Caine e da nova cientista, e filha de Cooper, Murph (Jessica Chastain, na fase adulta).

Essa opção deixa os diálogos forçados, porque obviamente se destinam ao público e precisam garantir a adesão leiga ao inusitado daquilo que está sendo narrado.

Há um momento problemático, em que o filme quase desaba pela pieguice do ‘só o amor constrói… etc’.

Por sorte, essa não é sua característica principal.

Apesar disso, é bastante animador ver que nessa película foram colocados muitos recursos técnicos e financeiros a serviço da especulação humana.

Ainda que exija, em contrapartida, concessões comerciais bastante perceptíveis no tecido da narrativa sob a forma de emoções baratas, e em especial, diluição das partes mais difíceis do conhecimento humano, pouco assimiláveis ao senso comum.

É no final das contas um belo e inteligente filme. Ainda que beleza e inteligência pareçam às vezes um tanto ostentatórias.”

20141111-interstelar-papo-de-cinema-destaque[1]

Na abertura, o filme parece um (falso) documentário, com velhos que dão seu testemunho sobre um tempo em que a vida na Terra começou a ficar impossível.

Tempestades de areia transformaram o pó numa ameaça cotidiana a destruir os pulmões das pessoas e seca plantações – num mundo em que ficou cada vez mais difícil alimentar os seus bilhões de habitantes.

Claro que o documentário rapidamente evolui para uma ficção no qual o ex-piloto da Nasa, Cooper, quer virar agricultor (!?!?) e acaba engajando-se numa incrível odisseia no espaço.

Sua missão, ele pensa, será descobrir novos planetas capazes de abrigar a espécie humana, do seu planeta de origem.

Porém, não é bem isso que o cientista Brand (interpretado por Michael Caine) vai preparar para ele, e Cooper, acompanhado pela própria filha do cientista (papel de Anne Hathaway) vai fazer descobertas (e escolhas) difíceis.

A primeira delas é deixar na Terra a filha pequena, que vai crescer amargurada, certa de que o pai a abandonou – a ela e à humanidade inteira – para morrer.

Murph nunca vai desistir de encontrar uma solução para o problema quântico que poderá resolver o drama humano. A forma como isso ocorre é das mais engenhosas e inclui um labirinto escheriano, uma construção improvável, para não dizer impossível, em que Cooper, lá pelas tantas, vai poder acompanhar todas as idades da filha.

Bem, o renomado crítico de cinema Luiz Carlos Merten explicou:

Christopher Nolan fez um excelente trabalho em Interestelar.

Christopher Nolan fez um excelente trabalho em Interestelar.

“Como outros que enveredaram em produzir filmes de espaçonaves nos confins do universo, Christopher Nolan baseou-se na ideia que para atingir o impossível, a primeira coisa a fazer é transpor os limites do possível.

Aliás, Christopher Nolan exibe claramente isso, pois é um visionário que tem se utilizado dos meios que o cinemão (Hollywood) lhe permite usufruir para discutir questões das mais relevantes.

É por isso que ele faz Cooper ir aos confins do universo, atravessando o buraco negro, para o que, no fundo, é a mais íntima das viagens: seu reencontro com a filha. A chave de Interestelar é uma frase que Cooper diz a Murph: ‘Os pais existem para legar memórias aos filhos.’

Pode ser que, como filme, Interestelar seja desequilibrado, entretanto é uma experiência portentosa.

Estética, humana.

Política também, como só Christopher Nolan, o grande, sabe fazer!!!”

 

Engenheiro, mestre em estatística, professor, autor de dezenas de livros, gestor educacional, palestrante e consultor. Editor chefe da Revista Criática.

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