mswindows.org cheap office-professional-plus-2016 key

Novidades:

176 Visualizações

A tecnologia ajudando a diminuir os custos hospitalares e dos cuidados com a saúde.


Ao permitir a detecção precoce de várias doenças e, desse modo, um melhor controle sobre elas, as inovações médicas têm contribuído para desacelerar o ritmo no aumento dos custos do sistema de saúde.

A ideia é promover a prevenção em relação a elas, desenvolvendo tratamentos que reduzam ou até eliminem a necessidade de hospitalização. Neste sentido, as tecnologias inovadoras que podem ser aplicadas ao campo da saúde estão se proliferando de um modo cada vez mais intenso.

Não se deve, portanto, encarar uma nova tecnologia como um problema, mas como uma incrível solução!!! Ela representa um elemento essencial capaz de promover o equilíbrio e a sustentabilidade de um sistema de saúde, ajudando significativamente a salvar vidas, prolongar e, com frequência, melhorar a qualidade de vida das pessoas, contribuindo para sua longevidade.

Todavia, vivenciamos no Brasil um período caótico, em que parece persistir a falta de transparência nas análises que visam incorporar novos procedimentos (tanto no sistema público quando privado). Teríamos de levar em conta o custo-benefício e não apenas o preço de novas ferramentas em relação às tecnologias já existentes.

Lamentavelmente, vivemos num País em que se privilegia a solicitação excessiva e desnecessária de exames. De acordo com um estudo recente da empresa de consultoria Pricewaterhouse Cooper (PwC), até 2017 o uso de tecnologias móveis seria capaz de poupar cerca de 9 milhões de dias de consulta e atividade inúteis no Brasil, o que também reduziria em 30% o tempo gasto com o acesso e a atualização de informações sobre pacientes. Essa prática poderia representar uma economia global de US$ 15 bilhões.

Ai vão dois exemplos de como a Unimed tem utilizado a Internet para promover uma melhoria na qualidade da gestão e dos serviços oferecidos aos seus clientes.

O primeiro vem da Unimed Londrina, que nesses últimos anos estabeleceu uma estratégia bem definida que lhe possibilitaria melhorar continuamente muitos de seus processos de trabalho, com a utilização de plataformas digitais. Isso levou à automação de vários processos específicos ao setor da saúde, como, por exemplo: a solicitação de informações gerenciais (um processo que diz respeito à gestão de irregularidades médicas, como o consumo inadequado de medicamentos; o uso indevido do plano de saúde etc.); o pedido de pagamento; a inclusão em treinamentos, etc. Isso permitiu uma grande economia de tempo e de custos.

Na Unimed Ribeirão Preto, por sua vez, usou-se a inteligência para poder padronizar as ações administrativas e fornecer uma base de informação estratégica que subsidiasse as ações econômicas, financeiras e assistenciais das operadoras de planos privados. Esse é o objetivo do padrão TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar), que foi estabelecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Esse padrão assegura a interoperabilidade entre os sistemas de informação em saúde e já foi implantado em muitas outras instituições voltadas para a saúde no País.

Claro que para se adequar ao padrão TISS da ANS a Unimed Ribeirão Preto contratou os serviços de uma empresa de consultoria. Esta, por sua vez, desenvolveu um trabalho no sentido de integrar os diversos sistemas intrínsecos à própria Unimed Ribeirão Preto com os de seus parceiros. Com isso, disponibilizou-se uma interface cênica para a rede de prestadores e cooperados.

Vale ressaltar que as vantagens na adoção da ferramenta que garantiu essa interoperabilidade entre os diferentes sistemas foram muito além da conformidade com as normas da ANS. A aplicação da TISS também trouxe ganhos essenciais no que se refere à eficiência operacional e, além disso, promoveu maior transparência na relação entre a operadora e o mercado, o que obviamente criou uma boa imagem e melhorou a reputação da empresa!!!

Diversos hospitais do Brasil já estão começando a usar computadores que se utilizam de um sistema capaz de recomendar aos seus usuários (os médicos) as melhores opções terapêuticas para cada caso, com base na análise de um banco de dados (big data) com milhões de evidências científicas – e tudo isso em poucos segundos. Esse sistema é denominado Watson, da IBM, e funciona da seguinte maneira: o médico introduz os dados clínicos do paciente, como sexo, idade, tipo de tumor, estágio da doença e resultados dos exames. Então, quase instantaneamente o profissional recebe uma lista com os tratamentos mais recomendados para o caso.

Na realidade, a plataforma Watson não tem como objetivo substituir o médico, mas empoderá-lo, trazendo-lhe evidências científicas já certificadas por uma curadoria de especialistas internacionais quanto às constatações obtidas dos estudos mais recentes sobre uma doença, de forma que ele possa, aí sim, tomar a melhor decisão para o caso específico apresentado. Segundo especialistas da IBM Watson Health, o equipamento em questão consegue consultar em poucos segundos até 15 milhões de conteúdos científicos, incluindo centenas de textos e artigos médicos específicos para cada caso.

Por exemplo, no início do 2º semestre de 2017, essa tecnologia Watson podia ser utilizada com eficiência para sete tipos de câncer. Todavia, a IBM prometeu que até o início de 2018 essa abrangência alcançaria 18 tipos da doença. Sem dúvida, essa plataforma é uma ferramenta extra que permite aos médicos não apenas seguir a melhor opção, individualizando o tratamento, mas também obter mais sucesso diante de casos conflitantes.

Entre os novos avanços da tecnologia, está o conceito de Internet of the Things (“Internet das Coisas”), ou simplesmente, IoT, uma ferramenta que permite a comunicação entre máquinas ou equipamentos (!!!), transformando-os de dispositivos simples em inteligentes. Essa tecnologia tem se propagado e abrangido todos os aspectos da vida das pessoas, inclusive os serviços de saúde, onde os benefícios parecem promissores. Dessa maneira, os wearable devices (“dispositivos ‘vestíveis’”) e os aparelhos de monitorização, especialmente para pacientes crônicos, estão proliferando entre as pessoas e ganhando cada vez mais adeptos, em especial entre os profissionais da saúde (corpo médico).

E por isso que muitos hospitais dos Estados Unidos da América (EUA) já estão utilizando essa tecnologia com a finalidade de administrar certas condições que imperam dentro de suas dependências, tais como o controle de temperatura e umidade em salas de operação. De fato, diversos hospitais brasileiros já estão dando os primeiros passos e, através da IoT, estão procurando melhorar a eficiência, a performance e a segurança em vários fluxos de saúde.

Porém, toda tecnologia para ser promissora deve ser acessível e sustentável. E isso sem dúvida se aplica à IoT, que vem trazendo grandes benefícios para as instituições de saúde – apesar de ainda existirem muitas lacunas a serem preenchidas, em especial no que se refere à segurança da informação. Todavia, é inegável que a sua adoção estabelecerá uma nova era no tratamento da informação em tempo real.

Vivemos um momento muito grave no Brasil. Se antes da crise econômica que se iniciou há uns três anos, 75% da população brasileira não tinha acesso a um convênio público, no início do 2º semestre de 2017 esse percentual chegou a 82%. O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro é, sem dúvida, o maior sistema público de saúde do mundo, abrangendo desde um simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. Entretanto, ele não está conseguindo atender a população do País, pois parece que cuida mais da doença do que da saúde das pessoas, deixando grande parte da população brasileira sem atendimento, ou seja, a sós!!!

Justamente para amenizar esse problema é que os planos de saúde privados deveriam buscar soluções criativas que lhes possibilitassem uma redução de custos. Isso, por sua vez, permitiria que um número maior de pessoas voltasse para eles como associados. E uma estratégia para se chegar a essa condição é usar mais a tecnologia para baratear os processos envolvidos nos cuidados com a saúde.

Eudes de Freitas Aquino
Dr. Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil

Publicado recentemente

»

Não falarás palavrões, mas parece que vivemos num ambiente propício para o analista de Bagé!!!

Depois da mania do politicamente correto (será que ela emplacou?), ...

»

A tecnologia ajudando a diminuir os custos hospitalares e dos cuidados com a saúde.

Ao permitir a detecção precoce de várias doenças e, desse modo, ...

»

Cantores de música sertaneja invadem as festas de São João no Nordeste

Por incrível que pareça, a música sertaneja está invadindo cada ...

»

Spinner, o brinquedo metálico sensação do momento

O Spinner é um brinquedo metálico que basicamente impressiona por ...

»

Arquitetos espanhóis recebem o prêmio Pritzker

Os espanhóis Rafael Aranda, Carme Pigem e Ramon Vilalta, do estúdio ...

»

Elias Fausto entrou em uma nova era com o prefeito Maurício Baroni

A Criática teve a possibilidade de uma entrevista exclusiva com o ...

»

Os clubes de bordado estão proliferando no Brasil!

A gaúcha Bruna Antunes criou o curso Bordado Empoderado em 2016 e um ...

»

A Era do IoT – Internet of Things

A cada dia que passa, mais objetos e equipamentos estão trocando ...

»

O conteúdo está no foco dos canais de TV, e de tudo…

O conceito de conteúdo de marca está desafiando os patrocinadores a ...