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Fórmula 1, um grande negócio que atrai milhões de pessoas em todo o planeta


Há algum tempo, Bernie Ecclestone, que em 2017 completou 87 anos, vendeu a Formula One Management (FOM), por US$ 8 bilhões para a Liberty Media, uma empresa norte-americana. Mas embora o combinado fosse sua permanência na presidência da empresa até 2020, ele foi afastado do cargo no início de 2018.

Ele é casado com a advogada brasileira Fabiana Ecclestone, sendo dono, entre as muitas propriedades, de uma fazenda de café no País. Bernie Ecclestone se mostrou bastante aborrecido com o ocorrido e declarou:

Fiquei surpreso com a minha demissão, mas Chase Carey, atual presidente da FOM quis o meu lugar. Como ele é o dono, tem o direito de dirigir o empreendimento. Particularmente, sempre cuidei da F1 como se fosse um restaurante três estrelas (nível máximo) do Guia Michelin, o que não apenas lhe garantiu grande fama, mas a transformou num dos eventos mais bem-sucedidos do mundo em termos de entretenimento! Não acho certo cuidar da F1 como se fosse uma loja de fast-food (comida rápida), em especial quando se tem na competição pilotos da qualidade de Lewis Hamilton, favorito para ganhar novos campeonatos!

Aliás, no que se refere ao próprio Lewis Hamilton, além de ser tetracampeão da F1, ele também é um bon vivant, e, como o próprio adjetivo já diz, sabe aproveitar os prazeres da vida.

Além de ser famoso por suas performances fora das pistas, entre uma vitória aqui e uma pole position ali, esse fantástico piloto inglês frequenta o tapete vermelho de festas organizadas por revistas famosas; aparece em fotos ao lado de beldades – como as que frequentam o Festival de Cannes –; faz resenhas sobre jogos de basquete profissional dos Estados Unidos da América (EUA) e assiste a jogos de futebol ao lado de Neymar, seu amigo particular.

Além disso, a lista de namoradas famosas de Hamilton é bem extensa. Ele é adepto dos últimos lançamentos da moda, aparecendo sempre como destaque nos desfiles das semanas da moda de Paris, Nova York e Milão.

De acordo com a lista do tradicional jornal Britânico The Sunday Times, Hamilton é o atleta mais rico do Reino Unido, com uma fortuna estimada em 131 milhões de libras, e faz gastos incríveis, como a compra de um jato em 2013, por 20 milhões de libras. Mas isso não o deixa preocupado com suas contas, pois o seu próximo contrato com a Mercedes-Benz deve superar os 100 milhões de libras por ano!!!

Tudo isso mostra claramente que os muitos envolvidos com a Fórmula 1 ganham muito dinheiro, para serem capazes de celebrar contratos tão portentosos com os seus pilotos. Lewis Hamilton tornou-se um grande influenciador de tendências, ajudando a alavancar não apenas a marca que o patrocina, mas a F1 como um todo.

Sua popularidade nas redes sociais é enorme, tanto que no Twitter, no Instagram e no Facebook ele conta com cerca de 5 milhões de seguidores, em cada plataforma.

Só para refrescar a memória, no Grande Prêmio do Brasil de 12 de novembro de 2017 – realizado em Interlagos, na cidade de São Paulo – Lewis Hamilton só ficou em 4º lugar, embora já tivesse se tornado tetracampeão. Nessa ocasião, o piloto brasileiro Felipe Massa fez a sua última corrida, chegando em 7º lugar. Isso significa que talvez não haja nenhum piloto brasileiro disputando a F-1 em 2018, o que evidentemente poderá diminuir o interesse dos brasileiros amantes do automobilismo por essa competição.

De qualquer modo, a F1 continuará existindo, afinal, não se pode esquecer que ela funciona como uma fonte de desenvolvimentos tecnológicos para o setor automotivo.

Muitas inovações ocorridas nessa área nas últimas décadas surgiram justamente a partir da observação do que aconteceu (e acontece) com essas “máquinas maravilhosas” durante as várias etapas da competição.

Neste sentido, os carros de corrida deixaram de ser apenas máquinas com grandes motores, pistões e válvulas para se tornar gadgets (“engenhocas”) de alta velocidade, dotados de muita tecnologia avançada.

Esses veículos têm mais de 300 sensores que geram cerca de 50 megabytes de dados a cada volta. Dessa maneia, a cada fim de semana de corrida, um piloto gera para sua equipe algo próximo de 4 gigabytes de dados, que posteriormente são avaliados de forma cuidadosa por sistemas, técnicos e engenheiros, para que estes possam estudar e compreender o desempenho do carro e aprimorá-lo.

É aí que entra a inteligência artificial, o aprendizado da máquina (machine learning) e a análise de um grande conjunto de dados (big data) para se chegar a carros cada vez mais eficientes, que levam um piloto à vitória!!!

Para os apaixonados por automobilismo, a temporada 2018 de Fórmula 1 começa no dia 25 de Março na etapa de Melbourne (Austrália). Confira no site da F1 o calendário completo.

Conteúdo produzido pela redação da revista Criática.

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